PRÊMIO KINDLE DE LITERATURA

vidro de perfume

 

Literatura é bom pra vista recebeu e repassa aos interessados:

 

4ª edição do Prêmio Kindle de Literatura abre inscrições em 15 de agosto
Autores independentes podem publicar obras inéditas até o dia 15 de outubro para participar
A partir de 15 de agosto estão abertas as inscrições para a 4ª edição do Prêmio Kindle de Literatura. O prêmio é uma parceria entre a Amazon.com.br e a Nova Fronteira para reconhecer o trabalho de autores independentes e já atraiu mais de 4.500 novos livros publicados nas edições anteriores, todos lançados pela ferramenta de autopublicação da Amazon, o Kindle Direct Publishing (KDP). O vencedor receberá um prêmio em dinheiro de R$ 30.000,00 e um contrato para a versão impressa do livro pela Editora Nova Fronteira. Nesta edição, os finalistas do Prêmio também concorrerão com finalistas dos outros prêmios literários da Amazon de todo o mundo por uma chance de assinar um contrato de opção de produção audiovisual com a Amazon Prime Video.

Para participar do Prêmio Kindle de Literatura, autores podem publicar suas obras no KDP da Amazon (kdp.amazon.com.br) de 15 de agosto até 15 de outubro de 2019. Os autores devem colocar o termo PremioKindle no campo de palavras-chave durante o processo de publicação e registrar os livros sob a categoria Ficção. Os títulos enviados precisam ser romances originais em português, não publicados anteriormente, à venda exclusivamente na Amazon durante o período da premiação, precisando estar inscritos no programa KDP Select. Os termos e condições do Prêmio Kindle de Literatura podem ser acessados em amazon.com.br/premiokindle.

“Com as inscrições abertas, começamos agora uma competição cultural diferente. É uma disputa salutar, em que todos os participantes poderão desde já oferecer seus livros a leitores em todo o mundo, independente do resultado do prêmio”, diz Alexandre Munhoz, Country Manager para Kindle na Amazon do Brasil. “Este ano há a possibilidade de concorrer a mais de um prêmio. Autores que forem finalistas de prêmios literários da Amazon no mundo todo concorrerão também a um contrato de opção com a Amazon Prime Video com adiantamento de US$10.000,00. Este contrato dará a oportunidade do livro ser transformado em uma obra áudio visual produzida pela Amazon e disponibilizada no Prime Video”.

O KDP é uma forma simples e gratuita de escritores e editoras publicarem seus livros por conta própria e disponibilizarem para venda a leitores ao redor do mundo. Com a autopublicação pelo KDP, os autores têm total controle do processo, do design da capa até a definição do preço e podem receber até 70% de royalties. Todos os romances inscritos no prêmio são disponibilizados na Loja Kindle, além de estarem disponíveis para assinantes do Kindle Unlimited. Os eBooks Kindle podem ser adquiridos e lidos com o aplicativo gratuito Kindle para computadores, tablets e smartphones Android ou iOS, além de e-readers Kindle.

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TEM LEITURA PRA DIA SIM E NÃO, TAMBÉM

Capa da revista

Literatura é bom pra vista disponibiliza o último número da  Revista de Estudos de Sociologia da Unesp e destaca dois artigos: O gosto e o cheiro: práticas de consumo e diferenças regionais no Brasil, da professora Salete Nery, e Vidas sob o signo do encanto: os ofícios da arte do carnaval carioca, de Edson Silva Farias. Lendo cada um dos artigos um pouco por dia, a gente tem leitura pra todo dia. É o máximo, isso, gente! Sociologia com literatura dão liga.

https://periodicos.fclar.unesp.br/estudos/issue/view/741

BIBLIOTECA DA UNIÃO EUROPÉIA

 

Delors

A Biblioteca Jacques Delors, da União Européia, disponibiliza um acervo com mais de 90.000 documentos que resulta da fusão dos fundos do Centro de Informação Europeia Jacques Delors (CIEJD), do Centro de Documentação da Direção-Geral dos Assuntos Europeus e das doações (ainda em tratamento) do Centro de Documentação da Representação da Comissão Europeia em Portugal (RepCOM) e do  e do Gabinete de Informação do Parlamento Europeu em Portugal (GabPE). Este acervo contém, por exemplo, a edição completa do Jornal Oficial da União Europeia desde 1958.

Biblioteca é tudo de bom pra vista. Saiba mais, saiba sempre, saiba tudo em: https://eurocid.mne.gov.pt/artigos/apresentacao#toc-servi-os-em-linha

 

CINCO BIOGRAFIAS BACANAS

getulio vargas

O livro realiza o milagre da informação e do entretenimento. Com ele, viajamos, conhecemos o mundo e lugares, e não é diferente quando se trata de personalidades que, de uma forma ou de outra, contribuíram no desenvolvimento da cultura do pensamento e, consequentemente, do comportamento humanos. Os personagens a seguir, gostemos deles ou não, foram, e sempre serão, alvos de autores que pretendem mostrar ao mundo o que cada um simbolizou no desenvolvimento da história do Brasil e do mundo e eles fazem parte de uma “biblioteca de personalidades”. 

1 – Os tempos de Getúlio Vargas

Importante tomar conhecimento sobre a vida deste gaúcho nascido em São Borja/RS (1883) e que depois de uma breve carreira militar (1900 – 1903), ingressa na faculdade de Direito onde se forma advogado em 1907 e, em 1909 entra na política de onde só sairia morto pelo suicídio em 24 de agosto de 1954. Provavelmente, sua vida pública começa a tomar notoriedade na década de 30, quando comandava o fim da República Velha, assume a chefia do Governo Provisório e, em seguida, implanta a ditadura. No livro “Os Tempos de Getúlio Vargas”, o autor José Carlos Mello traça um perfil de Getúlio Vargas a partir do início da década de 1930 até a sua morte com um tiro no peito em 1954. Além de destaque à carreira política, o autor perambula também pela vida pessoal do personagem principal, trazendo à tona desde crises no seio familiar até a sua atribulada vida extraconjugal.

 2–  Luís Carlos Prestes: Um revolucionário entre dois mundos

Prestes

De um simples oficial militar até comandante da mais extensa marcha guerrilheira da história  uma narrativa que, segundo a crítica, se destaca como a principal referência biográfica de Luís Carlos Prestes. No livro “Luís Carlos Prestes – Um revolucionário Entre dois Mundos”, o autor Daniel Aarão Reis destaca a importância de Prestes nas lutas sociais no Brasil, do século XX. Na opinião do autor, doutor em história, a história do Partido Comunista Brasileiro se confunde com a biografia de Prestes. Para os que apenas ouviram falar sobre a famosa Coluna Prestes  (1925 – 1927) é a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre esse movimento que revela insatisfação com a República Velha e entre suas reivindicações estava; o voto secreto; a defesa do ensino público; ensino secundário obrigatório para toda a população e erradicar a miséria e a injustiça social no Brasil.

 3 – Minha Vida

chaplin

Charles Spencer Chaplin/Charles Chaplin (1889-1977) foi ator, diretor, produtor, humorista, empresário, escritor, comediante, dançarino, roteirista e músico. Tudo isso, na era do cinema mudo e se tornou notável pela mímica e pela chamada comédia pastelão. Considerado por muitos críticos como o maior artista cinematográfico de todos os tempos, é rotulado também como um dos “pais do cinema”. No livro “Minha Vida”, Charles Chaplin faz um apanhado apresentando os problemas típicos de uma época revolucionária, bem como as angústias que afetavam aquele mesmo período, mostrados pela ótica de um homem de grandeza moral e intelectual e que mesmo hoje, mais de 40 anos após sua morte, é respeitado e estudado pelas novas gerações em todo o mundo.

4 – Você conhece Walt Disney?

Disney

Walter Elias Disney/Walt Disney (1901-1966) foi produtor cinematográfico, cineasta, diretor, roteirista, dublador, animador, empreendedor, filantropo e idealizador da Disneylândia nos Estados Unidos. Sua propensão à arte do Desenho o levou a ser um pioneiro no ramos das animações. O primeiro longa-metragem vai aparecer em 1937, Branca de Neve e os sete anões. Entre seus personagens mais famosos estão Mickey e Pato Donald. Mas como foi a vida deste grande idealizador; como foi  infância do desenhista no interior dos Estados Unidos e os seus primeiros passos no empreendedorismo? Que fatos contribuíram para sua chegada a Hollywood? Qual a receptividade de seus grandes clássicos? Como foi a criação da Disneylândia? Em “Você Conhece Walt Disney?” o autor Whitney Stewart com linguagem simples e acessível apoiada nas ilustrações de Nancy Harrison, traz à tona todas esses aspectos que levaram o menino castigado pelo pai na infância, mas com talento inato, para a arte do desenho, a sair do zero e atingir o infinito, com um trabalho admirado desde a criança até o adulto. O livro, embasado na linguagem e nas ilustrações, é recomendado para crianças a partir dos sete anos.

5 – Um Mito Chamado Gardel

gardel

Charles Romuald Gardès/Carlos Gardel (1890-1935), cantor, considerado o maior intérprete de tangos de todos os tempos; compositor, tinha parceria com bons letristas, mas gostava de ele mesmo fazer a melodia e foi também ator cinematográfico. Sua vida começa a ser envolta de mistérios desde o seu nascimento e vai até sua morte, em um trágico acidente aviatório em 24 de junho de 1935, quando estava prestes a completar 45 anos naquele ano (11 de dezembro). De ídolo a mito é um pequeno passo, e não foi diferente na vida de Gardel. O nascimento na França, a nacionalidade obtida no Uruguai já adulto e a naturalidade argentina obtida mais tarde, tornam-o um “marinheiro de três pátrias”. Sua infância, juventude e todos os fatos importantes que marcaram sua vida e morte, estão contadas no livro bilíngue “Um Mito Chamado Gardel/Um Mito Llamado Gardel” em cujo conteúdo, o autor Celso Gonzaga Porto mergulha em depoimentos e inquéritos da época, fazendo com que as diversas versões analisadas, aproximem-se ao máximo dos fatos reais. A vida amorosa de Gardel, sua intimidade com o turfe e a preocupação em desfazer alguns mitos, colocam Carlos Gardel na frente do leitor, na sua verdadeira essência. Sem desfazer o mito, é mostrado como Carlos Gardel deu a sua valiosa contribuição na arte, na música e, principalmente, no tango.

 

ANO INTERNACIONAL DAS LÍNGUAS INDÍGENAS

No Ano Internacional das Línguas Indígenas, celebrado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2019. Segundo a Unesco, existem hoje por volta de 6 a 7 mil línguas no mundo. Cerca de 97% da população mundial fala somente 4% dessas línguas, e somente 3% das pessoas do mundo falam 96% de todas as línguas existentes. A grande maioria dessas línguas, faladas sobretudo por povos indígenas, estão desaparecendo em um ritmo alarmante. Segundo a Unesco, existem hoje por volta de 6 a 7 mil línguas no mundo. Cerca de 97% da população mundial fala somente 4% dessas línguas, e somente 3% das pessoas do mundo falam 96% de todas as línguas existentes. A grande maioria dessas línguas, faladas sobretudo por povos indígenas, estão desaparecendo em um ritmo alarmante.

A Fundação Joaquim Nabuco*, em artigo de Regina Coeli Vieira Machado, apresenta várias lendas indígenas:

As lendas indígenas são histórias fantásticas cheias de mistério sobrenatural, ligadas à feitiçaria e à magia. Nas nações indígenas essas histórias são muito importantes, possuem o poder de doutrinar os índios jovens e arredios. Algumas dessas histórias foram criadas a partir de fatos verídicos, acontecidos nas regiões onde viveram seus heróis antepassados, que se sobressaíram dentre os membros de sua tribo, pelo poder, beleza, bondade, caridade, ou outros feitos, e tornaram-se encantados. Outras referem-se à flora e fauna da região, pois segundo suas crenças, tanto as plantas como os animais, os rios, os igarapés, os lagos, as cachoeiras e o mar, possuem os seus protetores que exigem respeito e inspiram temor. Dentre as lendas mais conhecidas estão:

ANHANGÁ

anhangá

É um gênio andante, espírito arredio ou vagabundo, destinado a proteger os animais das matas. Ele aparece sob a figura de um veado branco, com olhos de fogo. Quando um caçador persegue um animal que está amamentando, corre o risco de ser atacado pelo Anhangá.

O BOITATÁ

boitatá

É uma cobra de fogo “boiguaçu“, que aparece deslizando pelas matas, espalhando clarões na noite. Quando morre, espalha uma luz que tem na barriga pela escuridão da noite carregada pelo vento. Essa luz é proveniente dos olhos dos animais de que ela se alimenta, principalmente dos gatos, que ela digere, mas conserva a luz. Às vezes o boitatá anda a pé, como um fantasma branco e transparente, de olhos grandes e furados, assustando animais e viajantes.

O BOTO

boto

É o mais importante habitante encantado do rio Amazonas. Nas altas horas da noite, propriamente à meia noite ele se transforma em gente. Anda em cima dos paus das beiradas do rio, de preferência sobre os buritizeiros tombados nas margens. Veste roupa branca e usa um chapéu branco para ocultar uma abertura no alto da cabeça por onde sai um forte cheiro de peixe e hálito de maresia. Ele aparece nas festas tão elegante que encanta e seduz as donzelas. Dança a noite toda com as mais jovens e mais bonitas da festa. Sai com elas para passear e antes da madrugada pula na água e volta à forma primitiva de peixe, deixando as moças sempre grávidas. Além de sedutor e fecundador é conhecido também como o pai das crianças de paternidade desconhecida, pois as mães solteiras o acusam de ser o pai de suas crianças. O Boto-homem é obcecado por mulheres, sente o cheiro feminino a grandes distâncias. Para evitar que ele apareça esfrega-se alho na canoa, nos portos e nos lugares onde ele gosta de aparecer.

O CAIPORA

Caipora (1)

É um menino escuro pequeno e rápido, cabeludo e feio, fuma cachimbo, e sua função é proteger os animais da floresta, os rios, as cachoeiras. Vive sondando as matas montado num porco, sempre com uma longa vara na mão. Quando o caçador se aproxima o caipora pressente sua chegada através do vento que lhe agita os cabelos. Então sai a galope no seu porco fazendo o maior barulho para espantar os veados, os coelhos, as capivaras e outros animais de caça. As vezes, o caçador, sem ver direito, corre atrás do próprio caipora que montado em seu porco faz zigue-zagues pelo mato até perder-se de vista.

O CAIRARA

cairara

Na tribo dos Bororós havia um pajé muito sábio. Ele vivia triste por ser gordo e por isso todos o chamavam de cairara. Certo dia, ele descobriu uma erva que os macacos comiam e os conservavam sempre esbeltos e ágeis. Resolveu tomar um chá feito da erva, para ver se ficava esbelto como os macacos. Durante sete dias ingeriu a porção. Ficou esbelto, os cabelos finos se alongaram, as pernas encolheram. Ficou assustado quando viu que até um rabo começou a aparecer. Parou de beber a droga, mas a transformação continuou. Hoje o cairara é uma espécie de macaco fino, inteligente e engenhoso que vive nas matas da Amazônia.

A CIDADE ENCANTADA

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No Maranhão um pouco abaixo do rio Gurupi existe uma grande pedra negra. Os barcos de caboclos nunca passam à noite próximo a ela. Esta pedra tem uma grande caverna. Dizem que antigamente existiu uma cidade nesse lugar e o mar cobriu tudo, ficando só a ponta da pedra de fora. À noite se ouvem sons de instrumentos de música e até repiques de sino sair da pedra.

O CURUPIRA

caipora

É um ser do tamanho de uma criança de seis a sete anos, anda nu, é peludo como o bicho preguiça, tem unhas compridas e afiadas, o calcanhar para frente e os pés para trás. Toma conta da mata e dos animais mora nos buracos das árvores que tem raízes gigantescas, muito comuns da floresta amazônica. Ele ajuda os caçadores e os pescadores que fazem o seu pedido e em troca oferecem-lhe cachaça, fósforo e fumo. Este ofertório é para que o indivíduo tenha fartura nas caçadas, pescarias e roçados. As pessoas que não tem devoção para com ele sentem medo, enjôo e náuseas a quilômetros de distância dele. Com essas pessoas ele brinca fazendo com que elas se percam na mata. Para se livrar do curupira deve-se cortar uma vara fazer uma cruz e colocar em um rolo de cipó tumbuí, bem apertado. Ele vê esse objeto e procura desmanchar o enrolado, enquanto ele fica entretido a desmanchar o enrolado a pessoa tem tempo para fugir.

A GALINHA GRANDE

galinha

Nas estradas pouco trafegadas aparece um animal, sob a forma de uma galinha, acompanhado de uma grande ninhada de pintinhos. A galinha e os pintinhos vivem mariscando, e quando avistam ou são avistados por alguém, começam a crescer e acabam atacando o viajante, que tem que se defender com armas até eles desaparecerem.

O GUARANÁ

guaraná

Numa aldeia indígena um casal teve um filho muito bonito, bom e inteligente. Era querido por toda a tribo. Por isso Jurupari, seu pai, começou a ter raiva dele, até que um dia transformou-se em uma cobra, permanecendo em cima de uma árvore frutífera. Quando o menino ainda criança foi colher um fruto desta árvore, a cobra atirou-se sobre ele e o mordeu. Sua mãe já o encontrou sem vida. Ela e toda tribo choraram muito. Enquanto isso, um trovão rebombou e um raio caiu junto ao menino. Então a índia-mãe disse: – É Tupã que se compadece de nós. Plantem os olhos de meu filho, que nascerá uma fruteira, que será a nossa felicidade. – Assim fizeram e dos olhos do menino nasceu o guaraná.

IARA OU UIARA

IARA

É uma ninfa que habita as águas dos rios, dos lagos e das cachoeiras. Conhecida como a dama das águas ou mãe d’água. Possui grande encanto e beleza, apresenta-se sob a forma de uma sereia, metade mulher e metade peixe. Com a sua formosura atrai o homem, deixando-o tonto de tanta paixão, e leva-o para o seu palácio encantado, que fica no fundo das águas e mata-o, depois de usufruir de deliciosos momentos de prazer e núpcias funestos.

A MANDIOCA

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Numa tribo indígena a filha do Tuxaua deu à luz a uma menina branca como leite. O Chefe quis matar a filha, mas um moço branco lhe apareceu em sonho e lhe disse que a mãe da criança não era culpada. A criança logo depois que nasceu começou a andar e falar. Mas não viveu muito tempo. Antes de completar um ano, morreu sem ter adoecido. O Tuxaua mandou enterrá-la na própria aldeia, e a mãe todos os dias lhe regava a sepultura, sobre a qual nascera uma planta que deu flores e frutos. Os pássaros que os comiam ficavam embriagados. Certa vez a terra abriu-se ao pé da planta e apareceram as raízes. Os índios as colheram e viram que eram brancas como o corpo de Mani, e deram o nome de Maníoca (casa de Mani) ou corpo de Mani. E à planta deram o nome de maniva (Mandioca).

O UIRAPURU

uirapuru

Certa vez um jovem guerreiro apaixonou-se pela esposa do grande cacique, mas não podia aproximar-se dela. Então pediu a Tupã que o transformasse num pássaro. Tupã fez dele um pássaro de cor vermelho-telha. Toda noite ia cantar para sua amada. Mas foi o cacique que notou seu canto. Tão lindo e fascinante era o seu canto, que o cacique perseguiu a ave para prendê-la, só para ele. O Uirapuru voou para bem distante da floresta e o cacique que o perseguia, perdeu-se dentro das matas e igarapés e nunca mais voltou. O lindo pássaro volta sempre canta para a sua amada e vai embora, esperando que um dia ela descubra o seu canto e seu encanto.

A VITÓRIA-RÉGIA

regia

Contam que certa vez uma linda índia, apaixonada, quis transformar-se em estrela. Na esperança de ver seu sonho realizado, a linda jovem lançou-se às águas misteriosas do rio, desaparecendo em seguida. Iaci, a lua que presenciou tudo, num instante de reflexão, apiedou-se dela por ser tão linda e encantadora. Deu-lhe como prêmio a imortalização aqui na terra. Por não ser possível levá-la para o reino astral, transformou-a em vitória-régia (estrela das águas), doou-lhe um adorável perfume e espalmou-lhe as folhas para melhor refletir sua luz, nas noites de lua cheia.

 Fotos e imagens: Internet

 FONTES CONSULTADAS:

* http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=308 // https://www.fundaj.gov.br/

BEZERRA, Ararê Marrocos; PAULA, Ana Maria T. de. Lendas e mitos da Amazônia. Rio de Janeiro: Demec, 1985. 102p.

CÂMARA CASCUDO, Luís da. Lendas brasileiras. Rio de Janeiro: Ed. de Ouro, 1984. 166p.

AS COMUNIDADES indígenas de Pernambuco. Recife: Condepe, 1981. 98p

 

 

 

“LER É INTEGRAÇÃO DIRETA ENTRE SER HUMANO E A CONDIÇÃO HUMANA”, AFIRMA CIENTISTA QUE LANÇA LIVRO NA BIENAL

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Julio Lopes: “A felicidade humana é a diversidade”

Considerando que a diversidade é o principal fator da felicidade humana e também capaz de combater a onda de intolerância que ameaça as sociedades, o cientista social Julio Aurelio Lopes lança, hoje, sete de setembro, na XIX Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, a obra O Dom Cultural. A temática é o fio condutor do livro, o nono publicado pelo autor, um aliado de leitura e de livros, bem como defensor da diversidade cultural, nos seus aspectos étnicos, sexuais, raciais, religiosos, artísticos e econômicos. Diversidade que deve ser reconhecida como base científica para a transformação das sociedades modernas em sociedades democráticas, colaborando para a renovação das populações dos chamados países desenvolvidos e para a inclusão social, no caso das nações mais pobres.

Cientista titular da Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, Lopes foi também consultor para aspectos institucionais do primeiro zoneamento econômico-ecológico amazônico, em Rondônia, e premiado pela Fundação Ford sobre o tema da formação constitucional brasileira. É com um currículo destes, assegurado por pesquisas e estudos de excelência, que Julio Aurelio sustenta que deveria ser adotada a postura de olharmos sem preconceitos, detectando-se as diferenças, porque “o normal seria a diferença”, explica. O pesquisador luso-brasileiro acredita, inclusive, ser exatamente a aceitação das diferenças o caminho para a criação de vínculos fortes e duradouros entre pessoas e grupos sociais. Analisa ele:

“Estamos vivendo um momento de explosão da diversidade e os movimentos conservadores que temos observado são uma reação a isso. O que digo é: confiem na diferença porque é ela que nos une. A felicidade humana é a diversidade”, recomenda, lembrando que todo ser humano é resultado de uma mistura, mesmo aqueles que integram os grupos mais intolerantes”.

O DOM

Inspirado pela teoria integracionista do etnólogo Marcel Mauss (1872/1950), o escritor propõe em sua obra uma reflexão sobre como formar vínculos por intermédio das diferenças “Se opor sem se massacrar, dando-se uns aos outros, sem se sacrificar”, como escreveu Mauss, em 1924. Julio Aurelio também inspira-se na obra-prima de Marcel Mauss (1872-1950) para o título de seu livro. Considerado o pai da Antropologia francesa, Maus publicou O Ensaio sobre a Dádiva, também conhecido como Ensaio Sobre o Dom, que analisa o sistema de trocas entre as sociedades arcaicas.

IDH com diversidade cultural

Pensando na elaboração de politicas públicas que estimulem estes vínculos, Julio Aurelio Lopes sugere em seu livro que o cálculo do Índice de Desenvolvimento Humano, adotado pela Organização das Nações Unidas para medir o grau de desenvolvimento humano nos diversos países, hoje baseado na renda, longevidade e escolaridade dos habitantes, também considere a diversidade cultural (artes, letras, celebração comunitária e memória coletiva).

“É na identidade cultural que a sociedade tanto exprime quanto, literalmente, cultiva suas diversas possibilidades de convivência social”, observa. A proposta para o ajuste do cálculo do IDH, levando em conta as experiências culturais das populações, será apresentada pelo cientista social à ONU.

Livros, Leitura e literatura

Ao falar de livros, leitura e literatura, Aurelio Lopes deixou preciosas lições pra Literatura é bom pra vista: “O dom cultural contém reflexões teóricas sobre a leitura, distinguindo-a das outras atividades culturais. Comparada, a leitura – principalmente a literária – hospeda a subjetividade de quem lê, tornando-o mais humano ao diversificar sua experiência pessoal pela integração – subjetiva e, portanto, imediata apesar de temporária – a experiências diversas da sua própria”.

A cada leitura, prossegue nosso autor, “o leitor se torna mais si mesmo: ler é a única integração direta entre ser humano e a condição humana, pelo maior acesso à sua variedade. Não é viver outra vida, mas contrastar – o que se torna evidente pro leitor somente no instante exato em que a leitura termina – a sua com outra e diversa. A rigor, livro não é o texto para ler (isso define outros textos humanos), mas uma hospedagem fornecida pelo escritor para subjetividades diversas da sua própria e, assim, o leitor é o soberano pela interpretação que elabora (consciente ou não, não importa) assim que emerge do mergulho que foi a leitura feita”.

LANÇAMENTOS DO LIVRO

“O Dom Cultural” (147 páginas, preço R$ 36,00) foi lançado primeiramente em Portugal, pela Chiado Books. No Brasil, haverá dois eventos de lançamento:

 Rio de Janeiro: Dia 7 de setembro, às 17h – Bienal do Livro, estande número 100, Espaço Chiado, Pavilhão Verde, Riocentro

São Paulo:  17 de setembro, 18h30 – auditório da Livraria Martins Fontes (Avenida Paulista, 509), com a palestra “O desafio atual da diversidade humana”.

 

 

 

 

 

 

 

 

NÃO À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Literatura é bom pra vista rejeita a intolerância religiosa e, por isso, divulga o recém-lançamento da segunda edição do Guia de Luta contra a intolerância religiosa e o racismo, de Jorge da Silva, revista e atualizada, que aborda um tema bastante atual , necessário e que precisa ser tratado e debatido, sobretudo porque a liberdade de credo é um direito constitucional:

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º, inciso VI, dispõe “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias” e acrescenta, no artigo 19º, inciso I “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”, o que caracteriza o Brasil um Estado Laico.

Jorge

O professor Ivanir dos Santos e o autor do Guia, Jorge da Silva

A obra faz distinção entre as noções de preconceito e discriminação, entre racismo aberto (contra indivíduos) e racismo institucional (contra grupos determinados); entre intolerância e discriminação religiosa, além de apresentar as diferentes condutas tipificadas na legislação como crimes de natureza racial, de cor, etnia, religião, origem ou procedência nacional, bem como orientar como deve proceder quem é vítima de tais crimes. No final da obra,  há um anexo atualizado com leis específicas sobre o tema.

“O livro prima por uma nação unida na diversidade. A última coisa de que o Brasil precisa é de uma ‘guerra santa’. Uma mudança significativa: as vítimas têm buscado amparo na Constituição, nas leis e nos julgados dos tribunais”, atesta o autor Jorge da Silva.

O alerta contra a intolerância religiosa se renova nesta segunda edição porque os ataques às religiões de matrizes africanas vêm aumentando. Xingamentos, intimidação, agressões físicas, depredações de templos e outros atos de vandalismo estão se tornando cada vez mais comuns. “O Guia é mais um instrumento para o fortalecimento das nossas lutas contra o racismo e a intolerância religiosa”, comemora o professor Doutor Babalawô Ivanir do Santos – que é Conselheiro Estratégico do Centro de Articulações de População Marginalizada (CEAP) e Interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR).

IVANIR

Da esquerda para a direita: o defensor público José Tambasco, os professores Ivanir dos Santos e Dario Aragão.

A primeira edição do guia foi lançada há dez anos (2009). Na ocasião, dois objetivos nortearam a iniciativa e as diretrizes da publicação: alertar que este mal se constituía numa das principais causas de desagregação social, ódio e violência no mundo, além de oferecer uma contribuição não só aos grupos normalmente discriminados, mas a todos os brasileiros e brasileiras que lutam para que o Brasil venha a ser uma nação verdadeiramente harmoniosa e pacífica. O professor Dário Aragão, responsável pelo Escritório da Cidadania da UniFOA (Centro Universitário de Volta redonda), considera que “a parceria com CEAP e o Professor Ivanir dos Santos e a Defensoria Pública da União representa uma ótima oportunidade de articulação de projetos contra a intolerância religiosa”. Para ele, o principal objetivo do trabalho é o fortalecimento de espaços de debate sobre as políticas públicas que possam ser instituídas pelo poder público, “visando à reflexão sobre intolerância e a discriminação racial, religiosa, ou de qualquer outra natureza, tanto por meio da prática profissional desenvolvida na universidade quanto por inciativa da sociedade civil engajada”, afirma.

Já o defensor público federal José Roberto Tambasco, coordenador nacional do grupo de trabalho Comunidades Tradicionais, da Defensoria Pública da União, analisa que:

“A Defensoria Pública da União, por seu grupo de trabalho sobre comunidades tradicionais, está empenhada na luta pelo respeito do credo professado por todos os segmentos da sociedade, acreditando que a divulgação dos direitos dos cidadãos é a melhor forma de se obter a plena  harmonia em nossa sociedade.  Apoiamos, portanto, a divulgação deste guia de combate a intolerância, como meio essencial de divulgação de nossos direitos fundamentais”.

O Guia GUIA DE LUTA CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E O RACISMO tem 66 páginas. Os interessados podem adquiri-lo gratuitamente. Basta mandar  um email para: erarirlherufrj@gmail.com

Fotos: Rozangela Silva

1 – Prof. Dr. Dario Aragão (UniFoa) e o Defensor Público José Roberto Tambasco (com barba/blusa listrada) com Ivanir dos Santos

2 – Jorge da Silva com Ivanir dos Santos

 

 

Este Blog é pra quem gosta de ler, escrever, refletir e conversar sobre jornalismo, literatura e demais culturas.