Arquivo da categoria: Marcas de Leitura e Literatura

Escritora Ana Rapha escreve livro infantil sobre tragédia de Mariana

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Semanalmente, o blog e a fanpage Literatura é bom pra vistapublicam entrevistas de diferentes pessoas, com diferentes atuações, sobre livros que leram, livros que desejem indicar, livros que possam ter mudado suas vidas e por que acham que literatura é bom pra tudo. O objetivo é trocar culturas, impressões e desejos, a fim de formarmos uma grande, forte e solidária rede literário-cultural. Nesta rodada de conversa, Literatura é bom pra vista decidiu chamar a atenção para a tragédia ambiental de Mariana (MG), que completa um ano já. A cidade foi coberta pela lama, com o rompimento criminoso da barragem da mineradora Samarco, em 5 de novembro de 2015. Mariana continua devastada, sem mudanças ou melhoras. Por isso, a entrevistada desta semana é a escritora infanto-juvenil Ana Rapha Nunes, que teve a sensibilidade de criar uma história sobre a devastação ambiental da cidade. Quem conta a história é uma menina de 12 anos, também chamada Mariana, título da obra. A segunda da autora. A primeira foi A Lua que eu te dei, sobre a história de uma bela amizade. Além de escritora, Ana é professora de Língua Portuguesa e indica dois livros infantis para Literatura é bom pra vista: “A bolsa amarela, de Lygia Bojunga, encanta, mistura realidade e fantasia. Já Sonhos em amarelo, de Luiz Antonio Aguiar, é uma obra repleta de delicadeza, cheia de sentimentos e com traços de uma história real. Afinal, quem não gostaria de conhecer Van Gogh?”, pergunta.
Por que Literatura é bom pra vista, professora Ana Rapha? “A Literatura tem um papel de formação, de reflexão e de transformação. Acredito que ler é poder transformar o mundo e fazer dele um lugar melhor. Por isso, é preciso levar Literatura para as crianças e os jovens”.

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Anderson Moraes em Literatura é bom pra vista

guaratibanoSemanalmente, o blog e a fanpage LITERATURA É BOM PRA VISTA publicam entrevistas de diferentes pessoas, com diferentes atuações, sobre livros que leram, livros que desejem indicar, livros que possam ter mudado suas vidas e por que acham que literatura é bom pra tudo. O objetivo é trocar culturas, impressões e desejos, a fim de formarmos uma grande, forte e solidária rede literário-cultural. O entrevistado desta semana é o escritor Anderson Moraes. Nascido em Ilha de Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro, nosso entrevistado estudava de manhã numa escola pública e à tarde vendia sacolé com os irmãos para ajudar em casa. “Minha família era muito pobre. Nossa casa era coberta de sapê”, lembra. Hoje autor de dois livros** que tratam de violência e de sistema prisional, além de artigos e demais publicações científicas, o historiador, professor, cientista social e pesquisador de Propriedade Intelectual, da marca Rio e de megaeventos, Anderson Moraes tem uma rotina pesada de trabalho e consultorias. Mas cedeu um pouco de seu tempo para LITERATURA É BOM PRA VISTA. Ele vai contar como inventa histórias para os três filhos: uma menina e dois meninos. “Tem a Dora Periquita, o Cachorro Zeus e a Tartaruga Aninha. Inventei os personagens. Imito as vozes e uso episódios que eles próprios me contam e vou misturando com mais ficção e invenção”, diz.O trio sempre viu o pai e a mãe lerem muito. O escritor trazia livros para eles e os incentivava a dar livros de presente.“Eles leêm. Minha filha mais velha traz livros para mim, de presente, e para os irmãos”. Contudo, Moraes confessa que a relação com a literatura na escola foi dramática. Tinha de ler Helena, de Machado de Assis, O Ateneu, de Raul Pompéia, e não entendia direito. “Mas quando li Meu pé de Laranja Lima, Éramos Seis… Ah, me conquistaram”, declara. “Hoje vou lendo os clássicos: Tostói, Flaubert. Pego também João do Rio, Lima Barreto*, que adoro”. E Literatura é bom pra vista, professor?“A Literatura tem um diálogo interdisciplinar com a História que é sensacional. A literatura permite a possibilidade de ser atemporal e de elaborar o imaginário, que é a eternidade da Literatura”, completa. *LITERATURA É BOM PRA VISTA também adora. ** Nos braços da lei: o uso da violência negociada no interior das prisões (esgotado) e Participo que…: desvelando a punição intramuros.

Fernando Reski: Amo teatro e Literatura faz bem.

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Marcas de Leitura e Literatura desta semana entrevista o ator, diretor e jornalista Fernando Reski. Com 50 anos de carreira, Reski não para de atuar, de produzir e de falar sobre teatro e demais culturas.

Diretor do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão do Estado do Rio de Janeiro (Sated- RJ), Reski está à frente de um programa de TV, no canal 6 da NET, o Gente Carioca.  Apresenta também um programa de variedades, na Rádio FM Nossa Senhora de Copacabana, da Igreja Católica (98,7) , KOe ainda acha tempo para participar do Projeto Teatro Itinerante, a convite da atriz Cida Moraes. “Estamos fazendo leitura dramatizada da peça Navalha na Carne, de Plínio Marcos”, conta.

Fernando Reski também lembra que foi ator do Tablado e que o teatro completa 65 anos este ano. “Fiz Pluft, o Fantasminha, de Maria Clara Machado, e Sonhos de uma Noite de Verão, de Shakespeare. Tenho muito orgulho de ter sido do Tablado”.

O ator indica dois livros para Literatura é bom pra vista: Dez vidas, meu Olhar Sobre Elas, de Lino Corrêa, e Eles Também na Cozinha:  Ídolos que Gostavam de cozinhar, de Evânio Alves.

“O primeiro trata das histórias de vidas de dez mulheres famosas e importantes pelo que foram: Carméila Alves, Elisabeth Gasper, Maria Alves, Maria Claudia, Orlette Corrêa, Rossana Guessa, Sandra Bréa, Dona Zica e Wanderléa. O segundo é sobre comida. Os pratos prediletos de atores famosos, como Paul Newman, Frank Sinatra e Charles Chaplin, entre outros. Eu também participei. Indiquei uma sopa de beterraba”, diz.

Fernando Reski diz amar ser ator e fazer teatro. Mas também adora literatura. “Literatura faz bem, é ficção, é biografia, é conhecimento, é mentira, é verdade. Em 30 páginas de um livro tem tudo isso”, afirma.

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Autoestima melhora com literatura

O Blog Literatura é bom pra vista, em sua Seção Marcas de Livros e Literatura, apresenta semanalmente depoimentos de diferentes pessoas, com indicações de livros e opiniões sobre leitura e literatura.  A entrevistada da semana é a atriz e produtora teatral, Ayalla Rossana. Ayalla também estuda História numa faculdade paulista, na modalidade Educação à Distância. No momento, ela produz a peça Relatos de Professores, que Literatura é bom pra vista viu, gostou  e indicou. Ayalla descobriu o teatro em um curso ministrado pela extinta Funabem, que ficava próxima de casa onde morou, em Quintino. Fez outros. Tempos depois, recebeu um convite para produzir uma peça. Aceitou para ver como era. Gostou tanto que trocou de profissão. “A produção é a parte mais difícil de uma peça, botamos a peça de pé. Mas amo. Não sinto mais vontade de retomar a carreira de atriz”.

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Ayalla: Leio muito para minhas filhas.

No seu currículo de produções, cite-se Aurora da Minha Vida, de Naum Alves de Souza, encenada no Sesc de Engenho de Dentro. Sempre às voltas com leituras por conta de seu ofício, ela conta para Literatura é bom pra vista que o livro de que mais gostou foi  A marca de uma lágrima: “ Eu tinha 16 anos. Era sobre uma menina desajeitada, gordinha e com problemas de autoestima e eu me identifiquei. Eu era muito pobre, sofria bullyng e aquele livro criou uma certa autoestima em mim. A leitura e a literatura abrem o mundo sem que saiamos de casa. A literatura que eu não tive, tento contar para minhas filhas. Leio para elas Maria Clara Machado.

Literatura é bom pra vista dá todo o serviço: A Marca de uma Lágrima foi publicada em 1985, por  Pedro Bandeira. É uma obra infanto-juvenil. A protagonista Isabel, que se acha feia e gorda, é apaixonada por seu primo, que, por sua vez, gosta de uma amiga de Isabel. Mesmo assim, a menina faz poemas para os namorados trocarem entre si, que fizem ser os autores. O livro é inspirado na obra Cyrano de Bergerac.

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“Ler ajuda a viver”, afirma a ex-telefonista Norma Nunes

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Dorian Gray e Giselle, a espiã nua que abalou Paris, são os livros indicados por Norma Nunes.

Literatura é bom pra vista colhe semanalmente, em sua Seção Marcas de leitura e Literatura, depoimentos de diferentes pessoas, com  indicações de livros e opiniões sobre leitura e literatura.
Aos 83 anos, a ex-telefonista Norma Nunes considera que ler ajuda a viver. “Literatura ensina, distrai”, exemplifica. A senhora indica dois livros para os leitores de Literatura é bom pra vista:
O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde:
“Li e adoro. Mostra a vaidade extrema do personagem fazendo de tudo para ficar jovem para sempre. A vaidade em excesso afasta os amigos e nos faz perder muita coisa importante na vida. Ninguém nos quer por perto”, afirma.

Gisele, a espiã nua que abalou Paris, de David Nasser, foi publicada em 1952. A protagonista era uma espiã da Resistência Francesa, que durante a Segunda Grande Guerra, usava sua beleza e inteligência para obter informações de oficiais nazistas. Norma Nunes indica o livro por apreciar a coragem da personagem.

Marca de Leitura e de Literatura com Paula Goodarth

 

A fanpage Literatura é bom pra vista publica, semanalmente, em sua Seção Marcas de leitura e Literatura, depoimentos de diferentes pessoas, com indicações de livros e opiniões sobre leitura e literatura. Esta semana a conversa foi com Paula Goodarth.

“Ler é cultura. Cultura teatral, cultura musical”, afirma a diretora do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão do Estado do Rio de Janeiro, Paula Goodarth. Paula acumula a direção com sua profissão de fé: a de atriz.

Minha vida artística começou no mundo gay. Com uma artista famosa e que me deu a mão: a Laura de Vison. Sou transformista”, conta. Paula se apresentava em shows e um dia o ator Fernando Reski a viu em cena. Reski a levou para estrelar um musical na casa de shows Asa Branca. Era 1990. “Ele me disse que eu tinha nascido pronta como atriz e que tinha talento”. A atriz já passou pelos palcos do Dulcina, Glauce Rocha e Carlos Gomes, com as salas cheias.

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Paula dá duas dicas pra Literatura é bom pra vista, de leituras que gostou e retorna: antropologia, com Os Orixás, de Pierre Verger (olha a exposição Orixás na Casa França-Brasil), e literatura propriamente dita, com Clarice Lispector. “Li todos dela, mas indico O Ovo ea Galinha”. Faz sentido, Paula. É como se Clarice nos falasse da criação, poeticamente, em prosa. E teatro é criação iluminada.

Literatura é bom pra vista dá todo o serviço: O francês Pierre Verger chegou à Bahia em 1946, atraído pela riqueza cultural da cidade. Apaixonou-se pelo candomblé e se iniciou na religião. Mais sobre francês e a obra indicada por Paula, na fundação Pierre Verger:http://www.pierreverger.org/…/orixas-verger-e-o-candomble.h…

O ótimo conto “O ovo e a Galinha” foi publicado no livro Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector. Vale a leitura:http://claricelispector.blogspot.com.br/…/o-ovo-e-galinha.h…

Marcas de leitura e de Literatura c Arilda Rianni

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“Eu não queria ser professora de Literatura, não. Queria fazer era História”, conta a professora de Literatura e doutora em Língua Portuguesa, Arilda Rianni. Uma aula e um livro fizeram-na mudar de idéia. “Eu tive uma aula com um professor de Literatura sobre as Cidades e as Serras, do Eça de Queiróz, e ali tinha tudo que eu queria: tinha História, tinha Literatura, tinha Sociologia”, recorda. Mas a professora sempre foi uma devoradora de livros. O primeiro que chamou sua atenção foi “A Cidadela”, de A. J. Cronin. “Era a história de um médico, muito dinâmica. Eu tinha sete anos e já lia fluentemente ”, conta. Seu pai, um italiano, comprou para ela e as irmãs a coleção Tesouro da Juventude. A professora vivia abraçada com seu Tesouro. Um dia, uma das irmãs, deu a coleção pra outra pessoa. “Chorei sem parar”, fala. “A literatura muda para melhor a vida das pessoas. A literatura é transformadora”, finaliza.
Arilda Rianni indica à Literatura é bom pra vista Cidadela e a Cidade e as Serras.