CURSO LIVRE PRÁTICAS DE ESCRITA III

18 a 21 de Julho dde 2022/ Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

O Curso Livre “Práticas de Escrita”, interrompido nos últimos dois anos, tem em Julho a sua edição III, agora em regime de workshop. Destina-se, como sempre, a quem goste de escrever.
Na escrita e nos seus diferentes géneros, há técnicas que podem ser explicadas e postas em prática. Este ano, o escritor Filipe Faria, autor da série Crónicas de Allarya, apresenta histórias de aventuras e alta fantasia. O jornalista e escritor Paulo Moura, autor, entre outras obras, de Uma Casa em Mossul, apresenta narrativas de viagens.
Os objectivos do curso são aprofundar o conhecimento de técnicas de escrita e desenvolver a capacidade de as usar em trabalhos pessoais e/ou de âmbito profissional, nomeadamente no ensino de Português.

Calendário
18 e 20 de Julho, 11h00-13h00, sala C047 (sala de vídeo)
Histórias de aventuras com: Filipe Faria
Escritor; autor da série Crónicas de Allarya

19 e 21 de Julho, 11h00-13h00, sala C047 (sala de vídeo)
Narrativa de viagens com: Paulo Moura
Escritor e jornalista; autor de Uma Casa em Mossul, etc.

Inscrições até 18 de Julho

Mínimo de 8, máximo de 45 participantes

Valores:

40 € público em geral

25 € estudantes da FLUL


Informações
secretariado.clepul@letras.ulisboa.pt

CASA DAS ROSAS REALIZA CICLO DE PALESTRAS SOBRE A REPRESENTAÇÃO DA ÁGUA NA LITERATURA

O objetivo é discutir a presença desse elemento na história literária, da Odisseia a obras de autores brasileiros, discutindo também as travessias de migrantes e refugiados

Foto: André Hoff

A Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, que integra a Rede de Museus-Casas Literários, realizará no mês de julho um ciclo de palestras com o objetivo de trazer a representação da água na literatura, a partir da obra de diferentes escritores nacionais e internacionais, como Homero, Camões, José de Alencar, Guimarães Rosa e outros. O ciclo Literatura e água: da Odisseia às travessias de migrantes e refugiados convida os inscritos a uma viagem no tempo para mostrar como esse elemento tão importante da natureza esteve presente durante a história da humanidade, além de refletir sobre sua presença na literatura e nas demais linguagens artísticas. Os encontros estão programados para as terças-feiras de julho e agosto, das 19h às 21h, virtualmente pelo Zoom. A inscrição já pode ser feita por meio do link. A abertura do ciclo, no dia 5 de julho, será conduzida por Giuliana Ragusa, professora de língua e literatura grega na Universidade de São Paulo – USP, que abordará uma das obras mais antigas do mundo, a Odisseia de Homero, seguindo o rastro de Odisseu (ou Ulisses), condenado a vagar pelos mares sem poder voltar para casa. Já o segundo encontro, no dia 12 de julho, aportará no Brasil, sob o comando de Stefania Chiarelli, professora de literatura brasileira na Universidade Federal Fluminense – UFF, que tratará do romance Iracema, de José de Alencar

No dia 19 de julho, os deslocamentos migratórios marítimos e nos navios 一 cuja figura sempre esteve ligada à alegoria da esperança 一 serão abordados pela professora Adriana Marcolini, organizadora do ciclo, tradutora e pesquisadora da área de migrações, além de docente de língua italiana, que focalizará, em 26/07, a emigração italiana e as migrações contemporâneas. 

O conto A terceira margem do rio,do grande escritor brasileiro Guimarães Rosa, será o tema da quinta palestra do ciclo, ministrada por Yudith Rosenbaum. A docente de literatura brasileira na USP fará uma análise do texto, considerado uma pérola rosiana. 

Caio Gagliardi, professor da USP e especialista em literatura portuguesa, conduzirá o sexto encontro a partir dos textos de dois gigantes da literatura lusa: o poema Os Lusíadas, deLuís Vaz de Camões, e o livro Mensagem, deFernando Pessoa

Caminhando para o encerramento desse ciclo, a professora Stefania Chiarelli retornará na penúltima aula discorrendo sobre o conto O profeta, de Samuel Rawet, imigrante judeu polonês que se fixou no Brasil e surgiu no cenário literário nacional em 1956, com a coletânea Contos do Imigrante. 

A última aula do ciclo, também com a professora Stefania Chiarelli, abordará a literatura brasileira contemporânea por meio de obras que retratam o mar e a ditadura. Ela levará os participantes a um passeio pelos romances Azul Corvo, de Adriana Lisboa, e Mar Azul, de Paloma Vidal, obras que narram a vida de personagens, em trânsito e em busca de si mesmos, entrelaçadas com os temas da água, do oceano, da ausência, do luto, da distância e do esquecimento. 

SERVIÇO

CASA DAS ROSAS 

CICLO DE PALESTRAS

Literatura e água: da Odisseia às travessias de migrantes e refugiados

Concepção e organização: Adriana Marcolini

Terças-feiras, 5, 12, 19 e 26 de julho, e 2, 9, 16 e 23 de agosto, das 19h às 21h

Atividade realizada virtualmente, pelo Zoom. 

Inscrições aqui 

Vagas: 250

PROGRAMA COMPLETO: 

A água nas narrativas da Antiguidade clássica

Com Giuliana Ragusa

Terça-feira, 5 de julho, das 19h às 21h

Imagens líquidas em Iracema

Com Stefania Chiarelli

Terça-feira, 12 de julho, das 19h às 21h

Mar e deslocamentos migratórios

Com Adriana Marcolini

Terça-feira, 19 de julho, das 19h às 21h

As travessias da emigração italiana e das migrações contemporâneas

Com Adriana Marcolini

Terça-feira, 26 de julho, das 19h às 21h

A presença da água em Guimarães Rosa

Com Yudith Rosenbaum

Terça-feira, 2 de agosto, das 19h às 21h

O mar e a lusofonia

Com Caio Gagliardi 

Terça-feira, 9 de agosto, das 19h às 21h

Vapores migrantes e a água

Com Stefania Chiarelli

Terça-feira, 16 de agosto, das 19h às 21h

Literatura brasileira contemporânea: mar e ditadura

Com Stefania Chiarelli

Terça-feira, 23 de agosto, das 19h às 21h

A Casa das Rosas está passando por restauro. O telefone atual para contato é do Anexo da Casa Guilherme de Almeida: 11 3673-1883 | 3803-8525; ou pelo e-mail contato@casadasrosas.org.br

Jardim do museu aberto de segunda a domingo, das 7h às 22h

Avenida Paulista, 37 – Bela Vista, São Paulo – SP

Programação gratuita

SOBRE A CASA DAS ROSAS

A Casa das Rosas — Espaço Haroldo de Campos é um museu dedicado à poesia, à literatura, à cultura e à preservação do acervo bibliográfico do poeta paulistano Haroldo de Campos, um dos criadores do movimento da poesia concreta na década de 1950. Localizada em uma das avenidas mais importantes da cidade de São Paulo, a Avenida Paulista, o espaço realiza intensa programação de atividades gratuitas, como oficinas de criação e crítica literárias, palestras, ciclos de debates, exposições, apresentações literárias e musicais, saraus, lançamentos de livros, performances e apresentações teatrais. O museu está instalado em um imponente casarão, construído em 1935 pelo escritório Ramos de Azevedo, que na época já tinha projetado e executado importantes edifícios na cidade, como a Pinacoteca do Estado, o Teatro Municipal e o Mercado Público de São Paulo.

SOBRE A POIESIS

ESCRAVIDÃO

O tão esperado terceiro e último volume da trilogia “Escravidão”, de Laurentino Gomes, autor dos best-sellers “1808”, “1822” e “1889” marca presença na Bienal com lançamento em formato de ebook. Nenhum outro assunto é tão importante e tão definidor da nossa identidade nacional quanto a escravidão. Conhecê-lo ajuda a explicar o que fomos no passado, o que somos hoje e o que seremos daqui para a frente. Em um texto impactante e ricamente ilustrado com imagens e gráficos, Laurentino Gomes lança o terceiro volume de sua obra, resultado de 6 anos de pesquisas, que incluíram viagens por 12 países e 3 continentes.

ABERTO EDITAL PARA SUBMISSÃO DE ARTIGOS

EDITAL

REVISTA ACADÊMICA CULTURA EM MOVIMENTO.

.E-MAIL PARA ENVIO: revista@culturaemmovimento.org

CHAMADAS ABERTAS ATÉ 15/07/2022

Caros amigos das Letras, REVISTA ACADÊMICA CULTURA EM MOVIMENTO, revista do Instituto Internacional Cultura em Movimento, abre chamadas para submissão de artigos para o seu primeiro número.

A  revista digital será disponibilizada, gratuitamente, no portal da Instituto Internacional Cultura em Movimento.

Neste primeiro número, em comemoração ao centenário da Semana de Arte Moderna, a revista terá como tema MODERNIDADES E MODERNISMOS.

Nesta primeira edição, serão aceitos artigos em Língua Portuguesa, cujos trabalhos serão recebidos até 15 de julho de 2022.

Para submeter seu trabalho, siga as normas abaixo.

INSTRUÇÕES PARA PUBLICAÇÃO

Os artigos devem ser enviados exclusivamente para o e-mail revista@culturaemmovimento.org

Todos aqueles que atendam à temática exigida e sigam as normas serão submetidos à análise de pareceristas ad hoc, determinados pela Comissão Editorial.

Os trabalhos devem ser inéditos e podem estar redigidos em português, inglês ou espanhol, com o limite de 10 a 15 páginas.

Normas para submissão de artigos.

Os trabalhos devem obedecer à seguinte sequência:

1. Título – centralizado, em negrito, com maiúscula apenas nas iniciais e em nomes próprios. Fonte Times New Roman 14.

2. Nome(s) do(s) autor(es) – alinhado(s) à direita da página, sem negrito, duas linhas abaixo do título. Maiúsculas apenas nas letras iniciais. Fonte: Times New Roman 12. Se houver mais de um autor, os nomes devem ser colocados um em cada linha, em ordem alfabética. Em nota de rodapé, titulação, instituição à qual se vincula, endereço eletrônico e eventuais informações relevantes.

3. Resumo / Abstract / Resumen – o trabalho deve apresentar um resumo em sua língua original e sua tradução para outra das línguas oficiais da revista (português, espanhol e inglês. A palavra Resumo / Abstract / Resumen deve vir em negrito, Times New Roman fonte 11, apenas a inicial maiúscula, duas linhas após o(s) nome(s) do(s) autor(es), seguidas de dois pontos. O texto, sem negrito, também deve estar em Times New Roman 11, espaço simples, alinhamento justificado, contendo de 100 a 150 palavras.

4. Palavras-chave / Keywords / Palabras clave – após uma linha em branco, Times New Roman, espaço 11, espaçamento justificado. As palavras Palavras-chave / Keywords / Palabras  clave devem estar em negrito, seguidas de dois pontos, seguindo as línguas dos resumos. Deve haver de 3 a 5 palavras-chave, separadas por ponto e vírgula.

5. Texto – duas linhas após as palavras-chave. Times New Roman, fonte 12, alinhamento justificado, espaçamento 1,5. As páginas não devem ser numeradas. Os subtítulos, em negrito, devem ser numerados com algarismos arábicos. Tabelas e ilustrações devem vir dentro do texto. As citações de até três linhas devem vir no corpo do texto, entre aspas; as de mais de três linhas devem vir em parágrafo independente, de acordo com as normas da ABNT.

6. Anexos – se houver, devem vir antes das referências bibliográficas.

7. Referências bibliográficas – O título Referências bibliográficas devem estar centralizado, em negrito, apenas com a inicial maiúscula. As obras, assim como o título, devem ser listadas com espaço simples, Times New Roman 12, com uma linha em branco entre cada referência. As obras, que não devem ser numeradas, precisam seguir as normas da ABNT.

Comissão Editorial:
Profa. Dra. Luciana Marino do Nascimento
Profa. Dra. Angeli Rose do Nascimento
Prof. Dr. Luciano Mendes Saraiva

Prof. Dr. Jorge Eduardo Magalhães

Conselho Editorial:

Prof. Dr. Aroldo Magno de Oliveira (Universidade Federal Fluminense)
Prof. Dr. Maged Talaat Ahmed Mohammed El Gebaly (Aswan University)
Profa. Dra. Liliane Faria Corrêa (Universidade Federal do Maranhão)
Profa. Dra. Murilena Pinheiro de Almeida (Universidade Federal do Acre)

Prof. Dr. Sílvio Renato Jorge (Universidade Federal Fluminense)

[REVOLUÇÃO FEMININA 2.0] 

Filósofa Política francesa convoca as mulheres à subversão para virar o jogo contra a submissão social

Não é novidade dizer que o machismo, ainda em 2022, impera em inúmeras camadas sociais, e que diversas mulheres lutam contra a submissão em múltiplos níveis. Embora haja diversos movimentos pela igualdade de gênero, nossa sociedade ainda não foi capaz de validar na prática uma paridade de gênero, apesar de todo arsenal legal. Por conta desse cenário desolador, a francesa, especialista  em filosofia política, Gisèle Szczyglak escreveu “Subversivas: A retomada do poder pelas mulheres para reconquistar seu lugar de direito na civilização”.

A autora ministra diversas conferências e cursos para mulheres em cargos de liderança – muitos deles no Brasil – além de estudar a fundo o tema e participar ativamente em redes de mulheres, entre outros tantos trabalhos na área ligados à luta por igualdade. Assim, o livro nasceu de uma série de demandas do trabalho de Gisèle, especialmente, dos cursos que ela ministrou no Brasil para executivas de cargos públicos, que questionavam, como tantas outras mulheres ao redor do mundo, como superar a eterna barreira da justificação e de sua humanidade às suas competências. 

Gisèle é Ph.D. em filosofia política e especialista em minorias e diversidade, e afirma que “sem qualquer aviso” os homens tomaram para si o conceito de humanidade e como consequência desse “sequestro civilizatório”, a percepção feminina sobre mundo e sobre seu papel social ficou – e é ainda hoje – muito distorcida. Por isso, a especialista defende a subversão social e política como arma para modificar de vez essa realidade. Sua tese central é de que, ao compreender as regras e os papéis impostos pela sociedade-cultura vigentes, as mulheres poderão redirecioná-los em benefício próprio.

“Os homens roubaram a civilização ao se apoderarem de todos os símbolos e de todas as produções. Conseguiram essa façanha pela imposição e, assim, mantiveram ao longo do tempo um contrato extrabiológico desfavorável às mulheres… [Dessa forma], foi imposto às mulheres de modo unilateral, sem a negociação de duas partes dialogando com o mesmo nível de equilíbrio. Essa conversa nunca ocorreu. Por isso, a subversão é um imperativo para as mulheres. É o último recurso. O gesto supremo”, destaca ela.

“Subversivas: A retomada do poder pelas mulheres para reconquistar seu lugar de direito na civilização” é um livro revolucionário, porque é baseado não só em experiências profissionais, mas também em diversas pesquisas filosóficas, etológicas, sociológicas e antropológicas.  Além disso é um ‘call to action’ inspirador no mundo contemporâneo para a mudança do olhar e da prática da sociedade como um todo. Suas páginas nos mostram porque é tão importante que os homens reconheçam o que fizeram historicamente às mulheres e por que motivos as mulheres precisam parar de pedir desculpas por serem feministas.

Gisèle apresenta também nesta obra como explorar as ferramentas que podem permitir às mulheres dominarem a arte de interferir nas regras de um jogo imposto pelos homens e derrubar o sistema por meio de um maior protagonismo feminino.  “Para entrar na subversão, conseguir quebrar os códigos e assumir uma distância necessária à emancipação pura e simples, é preciso ter lucidez e autoconfiança.  Depois de ancoradas na subversão, as mulheres serão capazes, junto com os homens, de fazer com que o feminismo de fato aconteça no sentido de um novo humanismo”,

Sobre a autora:

Gisèle Szczyglak é Ph.D. em Filosofia Política (Universidade de Toulouse II), com pós-doutorado em Sociologia Política e Ética Aplicada (Canadá, Montreal). Ela atua em redes profissionais de mulheres e participa regularmente de conferências internacionais dedicadas ao desenvolvimento profissional de mulheres e seu impacto na esfera econômica. É presidente e fundadora da WLC Partners e presidente e cofundadora da associação Open Mentoring Network.

“Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu” Darcy Ribeiro.

“Fracassei em tudo o que tentei na vida.
Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui.
Tentei salvar os índios, não consegui.
Tentei fazer uma universidade séria e fracassei.
Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei.
Mas os fracassos são minhas vitórias.
Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu” (Darcy Ribeiro 1922-1997)

LUTO E INFÂNCIA

Livro trata da morte de forma leve e lúdica para ensinar as crianças

Prisla: Para as crianças é como se o parente estivesse dormindo”.

“Mamãe, cadê a vovó? Eu tô com saudade”. Essas frases fizeram parte da história da educadora parental Prisla Tranjan após a morte de sua mãe durante a pandemia de Coronavírus. Além da dor que sentia, ela precisava explicar ao filho Joaquim, à época com 2 anos e meio, porque eles não viam mais a avó e porque ela passava o dia chorando. Para dar vasão a esse sentimento amargo, ela resolveu escrever um livro que conta essa metamorfose da vida. Foi assim que nasceu “Todo Mundo Vira Borboleta”.

“Todo Mundo Vira Borboleta” ensina, de forma lúdica, leve e divertida a criança o ciclo da vida pelo qual todos nós, um dia, iremos passar. Falar de luto e perdas na vida estando distante do que esse sentimento representa é mais fácil do que quando o vivemos no momento presente. Prisla usou seu conhecimento como educadora para trazer mais que um desabafo, mas ensinamento às futuras gerações de que a morte faz parte da vida e que, independente da crença, tudo que passamos em vida são transformações.

“A dificuldade dos adultos de conviver e encararem a morte é passada para os filhos. Para a criança, é como se o parente estivesse ‘dormindo’ ou ‘viajando’, e ela acha que um dia ele voltará. Conversar abertamente e explicar essa ‘passagem’ ajuda a evitar traumas nas crianças. “ – Prisla Tranjan, educadora parental e escritora.

“Todo Mundo Vira Borboleta” fala da metamorfose da vida, com alusão à vida da lagarta que vira borboleta. A associação é importante para a criança aprender que a vida trará mudanças o tempo todo, sejam elas dolorosas, alegres, tristes e até dignas de celebração. Podemos achar que as crianças não entenderão certos assuntos, mas a capacidade de compreensão delas vai muito além do que muitos pais imaginam.

Sobretudo no momento da pandemia em que o mundo ainda se encontra, é importante trazer o tema do luto para dentro de casa e explicar à criança que a vida irá nos reservar momentos como esse. “Por mais doloroso que seja falar de morte com uma criança, o importante e explicar o sentido da ausência que aquela pessoa terá a partir de então na vida da família. Falar sobre a saudade, a passagem e, principalmente, acolher o coração partido dela“, explica a educadora.

Sobre a autora:

POESIA! POESIA! NO BARROCO DE ALEIJADINHO

OCASO*

Entrada da Igreja Bom Jesus dos Matosinhos onde ficam os profetas em pedra sabão, de Aleijadinho

No anfiteatro de montanhas
Os profetas do Aleijadinho
Monumentalizam a paisagem
As cúpulas brancas dos Passos
E os cocares revirados das palmeiras
São degraus da arte de meu país
Onde ninguém mais subiu
Bíblia de pedra-sabão
Banhada no ouro das minas

Suposto retrato de Aleijadinho

*Oswald de Andrade (foto abaixo), in ‘Obras Completas de Oswald de Andrade, São Paulo, 1991. O escritor (1890-1954) representa uma das principais lideranças no processo de definição da literatura modernista no Brasil. Foi uma das figuras-chave da Semana de Arte Moderna, que completa um século este ano.

Este Blog é pra quem gosta de ler, escrever, refletir e conversar sobre jornalismo, literatura e demais culturas.